Viagem: conexão Brasil-Alemanha

Olá, exploradores, viajantes, turistas, amantes de deslocamento etc.


Gostaria de cativar sua atenção, a sério, com um dito conhecido e antigo do escritor alemão, Matthias Claudius (1740-1815), que pode ser traduzido assim: “se alguém fizer uma viagem, então, poderá contar alguma coisa. Daí pegaria uma bengala e um chapéu e optaria por viajar. Imagine, naquela época, enquanto o viajante, refletindo e lembrando-se da viagem, contava suas experiências e aventuras, seus ouvintes aproveitavam essa diversão sem risco algum, em casa”.


Passaram-se mais de duzentos anos desde que meu famoso compatriota disse essas palavras até a minha primeira partida para um país longínquo nos trópicos, que, para o autor Stefan Zweig, é um país do futuro: o Brasil. Para mim, a viagem foi uma aventura e descoberta, acompanhada por curiosidade, alegria, incerteza e medo ao mesmo tempo.

Foi em 2015 quando, pela primeira vez, cheguei em Salvador, no Brasil, em terra lusófona no hemisfério sul. Um sonho, ainda inatingível em 1986 – ano da graduação em Língua Portuguesa na Universidade de Leipzig, se tornou realidade maravilhosa. Esta excursão deu início a muitos retornos com diferentes destinos e objetivos, novas amizades, além de um inestimável enriquecimento cultural e linguístico.


Nessas viagens, tenho conhecido lugares fascinantes de um país com enorme potencial turístico em razão da diversidade geográfica e cultural, contando com belezas naturais no imenso território ainda pouco explorado turisticamente em face do potencial que o Brasil apresenta.


Quais foram os destinos escolhidos? Salvador e o Rio de Janeiro se tornaram meu porto seguro. Salvador por ter sido a primeira cidade que conheci e o Rio por ter vivenciado e trabalhado nos jogos olímpicos. Daí sempre visitei uma ou, às vezes, as duas cidades quando viajei para o Brasil. Você quer saber o porquê? Tenho amigos e colegas maravilhosos e ambas as metrópoles foram antigas capitais com muitos lugares históricos, alguns tombados patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO, contando com um ambiente natural aconchegante.


No entanto, também cresceu minha curiosidade por conhecer outros lugares e atrações impressionantes, entre eles, São Luís do Maranhão e os Lençóis Maranhenses, a Chapada Diamantina, cidades históricas em Minas Gerais como Ouro Preto e Congonhas, além da capital Belo Horizonte com o famoso legado arquitetônico de Oscar Niemeyer. Aproximando-se mais do sul, minha lista de visitações conta com São Paulo, Porto Alegre e a maravilha inesquecível das Cataratas de Iguaçu. Fiz todas as viagens em função de melhorar minha proficiência em português, mas também alternadamente como professora, viajante, turista e voluntária.


Eu guardo muitas boas lembranças de todos esses passeios repletos de encontros extraordinários como se tivessem ocorrido ontem e, por isso, gosto muito de compartilhar, contando minhas experiências e aventuras com parentes, amigos, estudantes e pessoas interessadas.


E você, enfim, percebeu, de certo, que um viajante tem muita coisa a contar, como já afirmou o escritor alemão no passado. Hoje uma alemã apaixonada pelo Brasil e pelo português pode confirmar que o famoso dito continua sendo muito atual.


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Fotos 1 e 2 | Salvador



Foto 3 | Rio de Janeiro


Foto 4 | Foz do Iguaçu


Foto 5 | Chapada Diamantina (Itaetê - Poço Encantado)



Foto 6 | Lençóis Maranhenses



Foto 7 | São Paulo


Foto 8 | Ouro Preto


Foto 9 | Belo Horizonte (Prédio de Oscar Niemeyer)




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