Respirar antes de reagir
- Capivara Escritora
- 3 de jul.
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de jul.
Entre o que somos e o que oferecemos: um intervalo possível
No dia a dia da convivência, nem sempre as interações são suaves.
Há dias em que o cansaço pesa, as preocupações se acumulam ou simplesmente falta energia emocional para lidar com o mundo. Ainda assim, seguimos vivendo em coletividade — e nossas atitudes continuam produzindo efeitos.
Na maior parte do tempo — ou talvez sempre — as pessoas estão, sim, fazendo o melhor que podem dentro das condições que têm naquele instante. Mas esse “melhor” não é fixo. Ele varia conforme o estado emocional, os contextos, os atravessamentos, a história pessoal e os recursos disponíveis em cada momento.
Isso talvez signifique que “dar o seu melhor” não é o melhor do mundo, nem o melhor que você já fez na vida — mas sim um esforço consciente de oferecer às pessoas e ao mundo a melhor versão possível de si naquele instante, naquele "aqui e agora".
Reconhecer isso é um exercício de empatia.
Mas também é um convite à responsabilidade.
Entre o que uma pessoa sente e o que ela expressa, existe um intervalo que muitas vezes passa despercebido.
E é nesse intervalo que moram as escolhas. Mesmo que nem sempre seja possível reagir com paciência ou leveza, muitas vezes ainda é possível revisar atitudes, repensar palavras e tentar fazer diferente — se não desta vez, na próxima.
Cuidar da convivência não exige perfeição. Exige apenas a disposição de perceber que aquilo que oferecemos aos outros — mesmo sem querer — também constrói ou desestrutura o ambiente onde vivemos.
É preciso desenvolver disposição para refletir, reconhecer limites e seguir tentando.
É assim que se constrói, pouco a pouco, um ambiente mais respeitoso e habitável para todos.
Edição nº 02/3 - Julho 2025
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