Carol e a Língua do Brasil: uma trajetória


Sempre senti prazer em utilizar a comunicação precisa e tão rica que a nossa língua nos possibilita. Comecei a “falar” com 9 meses e sinto que sempre fez parte de minha vida o gosto em observar o comportamento humano e analisar seus discursos, coerências e incoerências, similaridades e diferenças. Fazíamos muitas viagens em família e eu podia notar nas pessoas essas diferenças ainda mais marcantes a depender da cidade ou estado no Brasil que visitávamos.


Quando chegou o momento de prestar vestibular na UFBA, não sabia se deveria fazer filosofia, psicologia, música, direito, turismo ou letras.

Com a grande dúvida, pensei que, sendo a língua a base de tudo, Letras seria a melhor opção para iniciar pois, se eu escolhesse um dos outros cursos em algum momento, teria um aproveitamento total de meus estudos.


A dúvida não durou muito tempo. Quando eu tive o meu primeiro contato com o ensino de português para estrangeiros foi, com certeza, amor à primeira vista. Poder compartilhar minha língua e cultura e interagir com tantos saberes e modos de viver me impulsionou a viajar ainda mais e experimentar novos destinos: os internacionais. Percebi que essa carreira me possibilitaria ser um pouquinho de tudo o que eu sempre quis.


Eu sou professora há 9 anos, mas a minha multipotencialidade nunca me permitiu ser “só” professora. Ao longo dos meus 6 anos de trabalho no Goethe-Institut eu promovi atividades complementares com os estudantes, como viagens, voluntariados, imersões, festivais de música brasileira, café-filosófico e muito mais.


Nos últimos anos trabalhei de maneira independente e isso aumentou a minha confiança e liberdade em mergulhar em novos projetos, como avaliação do Celpe-Bras, cursos culturais, e desenvolvimento de nível de proficiência. Me debrucei em criar programas de curso com uma estrutura didática eficiente e interessante, de abordagem comunicativa, perspectiva acional e metodologias híbridas. E o que aconteceu? Foi um sucesso! Isso cresceu tanto que chegou o momento em que não poderia mais fazer tudo sozinha - ainda bem.


Para ampliar e compartilhar com o mundo meu amor pela língua e cultura do Brasil, fundei uma estrutura escolar, para oferecer aos nossos estudantes a melhor experiência de aprendizagem possível.


Então, o que eu faço agora?

Eu estou gerindo, treinando e acompanhando tudo o que acontece aqui.

Tenho a responsabilidade de designar o planejamento, programa e diretrizes para cada curso e turma, ficando atenta à aplicação/remanejo das metodologias utilizadas; acompanho o desenvolvimento pedagógico de cada um de nossos estudantes; supervisiono as agendas/horários - também sou professora substituta de emergência - e, por fim, sou responsável por revisar constantemente todas as nossas práticas, ouvindo propostas de nossa comunidade, para promover melhorias.


Enfim, eu sou a pessoa que vai te dar a mão em seu processo de aprendizagem. A pessoa para quem você poderá ficar à vontade para falar do que está gostando (e talvez do que não está gostando também), a pessoa que fará o possível para deixar tudo mais fácil para você. A pessoa que vai construir um plano claro com você e caminhar junto com você na direção de seus objetivos. Espero por você!




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